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terça-feira, 18 de maio de 2010

Venda de caças ao Brasil deixa França anciosa


A França prepara uma última oferta para evitar que mais uma venda de aviões militares escape das suas mãos. Desta vez, porque a eleição presidencial brasileira pode atrapalhar a transação com os caças Rafale.
Após problemas semelhantes em Marrocos e na Ásia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, lidera a campanha para que o Brasil compre 36 aviões Rafale, num valor estimado de 6,3 bilhões de dólares, como parte de uma corrida global em que os países tentam aumentar seu poderio aéreo.
Sarkozy deve discutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, nos intervalos de uma cúpula Europa-América do Sul, em Madri.
Em setembro do ano passado, durante visita ao Brasil, o líder francês chegou a alardear a conclusão iminente do negócio.
"Cada semana que nos leva mais perto da eleição (presidencial brasileira) está nos preocupando um pouco mais", disse uma fonte familiarizada com a proposta francesa.
Alguns especialistas acreditam que o próximo presidente, que toma posse em janeiro, poderia determinar uma pausa nas negociações ou mesmo um reinício do longo processo.
Os caças bimotores Rafale são produzidos pela Dassault Aviation, empresa familiar francesa. Eles competem com o F-18 Super Hornet, da Boeing, também bimotor, e com o monomotor Gripen, da Saab.
O Brasil promete anunciar a escolha até o fim de julho, mas fontes do setor lembram que os prazos já foram descumpridos anteriormente.

"Mesmo que o Rafale seja escolhido e uma negociação (para concluir a venda) comece em poucos dias, não vai acabar antes da transferência de poder", disse uma fonte francesa do setor de aviação.
SOMBRA ELEITORAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, demonstram preferência pelos caças franceses, mas o governo ainda não descartou oficialmente as ofertas da norte-americana Boeing e da sueca Saab. Há relatos de que militares de alta patente teriam preferência pelo modelo sueco.
"Há uma tensão entre a Força Aérea e o governo civil", disse Richard Aboulafia, analista de defesa e assuntos aeroespaciais do Teal Group, em Washington.
"Lula manifestou uma escolha pela transferência de tecnologia e pelas relações industriais com a França e com a Dassault, mas a Força Aérea parece ter outras ideias sobre com o que deseja voar."
Para tornar sua oferta mais atraente, a França promete uma intensa transferência de tecnologia para a Embraer, mas estaria adotando uma postura mais dura com relação a preços.
"Os contatos entre os brasileiros e os franceses progrediram bem a respeito de transferência de tecnologia e manutenção, mas a Dassault não quer cortar preços e o Rafale é o avião mais caro", disse uma fonte francesa do setor aéreo.

A Boeing e a Saab dizem que seus aviões são mais competitivos do que o da Dassault, mas não dão detalhes.
"A Boeing forneceu ao governo brasileiro uma oferta detalhada do Super Hornet, que estamos confiantes que melhor atenda as exigências técnicas e de compensação da concorrência", disse um porta-voz da Boeing. A Dassault e a Saab não quiseram se manifestar.
A concorrência é parte de uma disputa por vantagens estratégicas em uma das regiões com maior crescimento econômico no mundo - e onde Estados Unidos, Rússia e Europa tentam exercer mais influência.
Em janeiro, o porta-aviões norte-americano Carl Vinson foi ao Rio de Janeiro levando caças F-18, e há poucas semanas os governos do Brasil e dos EUA assinaram um acordo de defesa, algo que Brasil e França já haviam feito no ano passado.
Analistas de defesa dizem que os EUA enfrentam algumas barreiras políticas, mas estão determinados em continuarem na disputa. "O Gripen e o Rafale seriam muito mais fáceis para a opinião pública e para os vizinhos do Brasil", disse François Heisbourg, presidente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.
O vencedor também deve obter melhor acesso aos contratos de defesa na América do Sul, e teria uma vitória simbólica antes de uma disputa muito mais importante, pela venda de 126 aviões de combate para a Índia, um dos contratos mais cobiçados no comércio bélico mundial.

Sarkozy determinou que a França, quarto maior exportador mundial, reveja sua postura em negociações armamentistas, depois que sua ex-colônia Marrocos chocou Paris ao comprar caças F-16 da norte-americana Lockheed Martin, em detrimento dos Rafales.

O Brasil e o mercado armamentista


O governo quer estimular a exportação de material bélico, mas ainda precisa superar divergências internas.
Empresas nacionais, entre elas a Embraer, reclamam de dificuldades diante das contrapartidas exigidas nas concorrências internacionais. O governo constatou que faltam políticas para essas compensações, mas diverge sobre a criação de um grupo de trabalho, envolvendo Casa Civil, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento.
Hoje, um evento fechado tentará desatar os nós.

Processo de modernização de caças da FAB FX-2 pode contribuir com o avanço da industria nacional

Em 1998, a Força Aérea Brasileira iniciou o programa FX-2 para substituir os aviões Mirage e F-5, da década de 1970, e o AMX, dos anos 1990. A polêmica se instalou quando, no ano passado, o presidente Lula declarou que o Brasil havia decidido comprar o caça Rafale, da França, em razão da promessa de “transferência irrestrita” de tecnologia para o país. Mas como, de fato, acontece a transferência de tecnologia de um país para o outro e qual a importância desses processos para a indústria nacional? Mais do que obter uma máquina de guerra, o programa FX-2 foca na autonomia para a fabricação de um avião moderno e que deve levar a reboque a renovação e melhoria de diversos setores da economia e da pesquisa nacional. O conceito chave que definirá a escolha desses aviões de caça é a chamada TT, sigla para transferência de tecnologia. O processo de TT é garantia de que o investimento feito para um cenário hipotético de guerra se transforme em um projeto de modernização na área de pesquisa e desenvolvimento, paralelamente à capacitação de diversos setores industriais do país que poderão, em alguns anos, voar alto no cenário global.

As FARC aproveitão da fragilidade de nossas fronteiras


Comandante Militar da Amazônia
Para o comandante militar da Amazônia, general Luís Carlos Gomes Mattos, o Estado brasileiro precisa investir mais na vigilância das fronteiras na Amazônia. Encarregado de comandar os 26 mil homens do Exército que têm a incumbência de proteger a soberania do Brasil na maior floresta tropical do planeta, o militar admite que guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entram com frequência no território nacional, mas afirma não ver sinais de que a guerrilha colombiana tenha planos de se estabelecer no País.
“As Farc aproveitam a fragilidade que existe na nossa fronteira para se abastecer, para fazer tráfico de drogas”, afirma o general.
Hoje, nos cinco batalhões situados mais próximos da zona fronteiriça, o Exército possui 4.500 militares em atividade. Desses, apenas 1.680 atuam na linha de frente, distribuídos em 28 pelotões de fronteira.
Há planos para dobrar esse efetivo, mas o comandante avisa que não é para já. A seguir, os principais trechos da entrevista que ele concedeu ao Estado no sábado, ao chegar de uma visita de cinco dias aos postos do Exército na fronteira.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exercito reverencia a Infantaria


O Exército Brasileiro comemora, nesta quarta-feira, o Dia da Infantaria e o bicentenário do nascimento do brigadeiro Antônio de Sampaio, louvado pela Força Terrestre brasileira como o patrono desta que é reconhecida como a Rainha das Armas, a Infantaria. Respeitado por ser aquele combatente que encara o inimigo olho no olho, o infante se espelha em Sampaio para realizar sua atividade. Sampaio entrou para a história militar por ter lutado bravamente contra Cabanos, Balaios e Praieiros.Na Batalha de Tuiuti, o maior conflito armado campal acontecido na América do Sul, recebeu três ferimentos mortais e, a partir daí, eternizou-se na História do Exército Brasileiro. Em outra ocasião, empunhando sua espada e comandando a Divisão Encouraçada participou da Campanha da Tríplice Aliança. O patrono da Infantaria do Exército Brasileiro nasceu em 24 de maio de 1810, no povoado de Tamboril, na então Capitania do Ceará.A Semana da Infantaria já está sendo festejada com diversos eventos pelo CMNE, devendo ser concluída na próxima quinta-feira, quando às 16h haverá formatura alusiva ao Dia da Infantaria no 14º BIMtz, o Regimento Guararapes, instalado em Jaboatão.

Navio da Marinha atraca em Natal apos passar por varios paises


Incorporado à Marinha do Brasil, em 25 de janeiro de 2010, na Noruega, o Aviso de Pesquisa (AvPq) “Aspirante Moura” (U-14) atraca em Natal amanhã (18). A embarcação participa, às 10h, na Praia do Forte, de uma Parada Naval em comemoração a sua chegada ao Brasil.
O público que comparecer à Praia do Forte poderá prestigiar o desfile de embarcações da Marinha do Brasil subordinadas ao Comando do 3o Distrito Naval. Além do AvPq “Aspirante Moura” farão parte do desfile os Navios-Patrulha “Guaiba”, “Grauna” e “Goiana”, o Rebocador de Alto-Mar “Triunfo” e o Aviso de Patrulha “Barracuda”.
O AvPq “Aspirante Moura”, adquirido em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, é Comandado pelo Capitão-Tenente Claudio Luis Estrella Pereira e é operado por 19 militares, entre Oficiais e Praças. O navio foi construído no estaleiro Astillleros Brodogradiliste, em 1987, e foi modernizado em 2008.
O AvPq “Aspirante Moura”, visitou os portos de Rotterdam (Holanda), Brest (França) e Lisboa (Portugal), passando, a partir deste último, a navegar em companhia do Rebocador de Alto-Mar (RbAM) “Triunfo”, pertencente ao Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste, sediado em Natal. A sua rota incluiu, ainda, atracações em Las Palmas (Ilhas Canárias) e Praia (Cabo Verde), antes de chegar em Natal (RN).
O navio, ao suspender de Natal, prossegue viagem para Salvador (BA) e Arraial do Cabo (RJ) e, por fim, atracará no Rio de Janeiro, onde ficará subordinado ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), onde funcionará como um laboratório, contribuindo para pesquisas de interesse da Marinha e da comunidade científica nacional.

Russia e Brasil negocião sistema de defesa anti-aerea


Segundo fontes da imprensa russa, Brasil e Rússia estão negociando o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea por parte de Moscou. Segunda as fontes, o chefe do Serviço Federal de Cooperação Técnica e Militar da Rússia, Mikhail Dmitriev, confirmou as negociações.
Dmitriev disse que as duas partes ainda não chegaram a um acordo, contudo, informou que as conversações continuam. O alto-funcionário russo não revelou maiores detalhes sobre o assunto, entretanto, suspeita-se que o tipo de sistema em negociação seja o Tor-M2E.
No ano passado, o diretor de Material do Exército Brasileiro, general Sinclair Mayer, já havia confirmado o interesse brasileiro no sistema Tor-M2E.
O sistema de defesa antiaérea Tor-M2E foi projetado para prover elevada agilidade tanto em posicionamento de baterias anti-aéreas quanto em tempo de reação e capacidade de ataque a alvos múltiplos. Uma bateria completa inclui quatro lançadores, um veículo de comando e outros de apoio.
Seu preço unitário, incluindo logística e determinada quantidade de mísseis, alcança US$ 300 milhões.
O radar de engajamento de alvos pode guiar simultaneamente oito mísseis contra mais de quatro alvos. Seu alcance efetivo situa-se entre 1,5 e 12 km contra objetivos voando entre 10 e 6.000 metros. O tempo de reação do sistema diante das ameaças varia entre 8 e 24 segundos, dependendo do modo de operação.

A IMBEL ja exportou 400 mil pisrolas para os EUA


A Imbel, vinculada ao Exército, exporta em média 30 mil pistolas por ano aos Estados Unidos; muitas delas são usadas por agentes do FBI. O fornecimento aos EUA já dura mais de quinze anos e soma mais de 400 mil pistolas, segundo a empresa. Os volumes exportados aumentaram principalmente nos últimos seis anos. Segundo a Imbel, o contrato, com a empresa Springfield prevê remessas mínimas anuais de 18 mil unidades.
Elevada ao patamar de empresa estratégica, a Imbel foi inserida no Orçamento Fiscal da União em 2008 para, com recursos do Tesouro, reestruturar suas cinco fábricas. A empresa fornece foguetes ar-terra à Aviação do Exército Brasileiro que emitem menos fumaça e apresentam menor corrosão do tubo de lançamento. A empresa também fornece pólvora e explosivos para a Marinha.

Sistema a lazer vai fazer mapeamento da Amazonia

A floresta amazônica brasileira contará, a partir deste mês, com mapeamento em três dimensões. A tecnologia, ainda não aplicada em alta resolução em florestas tropicais, permite obter imagens e medir impactos não identificáveis antes.
Imagens convencionais de satélite, por exemplo, não eram capazes de identificar coisas como o corte de uma única árvore ou flagrar a presença de um rio sob a vegetação.
O sistema de “lidar” (pronuncia-se “laidar”; sigla inglesa da expressão “detecção e medição de alcance de luz”), consiste em um laser transportado por avião, cujos pulsos são capazes de atravessar o topo das árvores e alcançar o chão, gerando informações sobre a altura, largura e profundidade do que encontrar no caminho.
Além de auxiliar no chamado manejo florestal (produção sustentável dentro de matas nativas), o sistema permite medir estoques de carbono e biomassa, identificar áreas desmatadas e racionalizar os recursos para o planejamento da agricultura e da pecuária.
O teste será realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em uma área de mil hectares da Floresta Estadual de Antimary, em Sena Madureira (AC).
Madeira e borracha
O foco da iniciativa é o manejo para a produção de madeira, borracha, castanhas e outros produtos nativos da mata. As conclusões devem ser publicadas em dezembro.
Apesar das várias aplicações da tecnologia, o pesquisador Marcus d’Oliveira, líder do projeto na Embrapa, diz que o principal cliente do “lidar” será a indústria madeireira, que precisa dos dados para planejar estradas e trilhas, além da distribuição de árvores.
Hoje, as pesquisas florestais no Brasil são realizadas em campo com auxílio de GPS (Sistema de Posicionamento Global) e de imagens digitais de satélite. Nessas condições, segundo Oliveira, há imprecisão nas medições, devido ao erro humano, e dificuldade de deslocar equipes. Esses problemas, diz, serão superados com o “lidar”.
O pesquisador afirma, porém, que a tecnologia não substituirá as imagens de satélite -mais fáceis de serem produzidas e atualizadas. Ele diz que o “lidar” será usado somente para pesquisa de uma área específica, que necessite de informações precisas e detalhadas. As imagens de satélite seguirão fornecendo os dados gerais.
Usado desde os anos 1990 no manejo de florestas temperadas dos Estados Unidos, do Canadá e da Europa, ainda hoje a aplicação do “lidar” em ambientes tropicais é reduzida.
Teste de campo
Alguns testes de baixa resolução foram realizados recentemente na Costa Rica e no Peru. No Brasil, o sistema vem sendo testado desde 2008 por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná e do Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento) na análise de uma floresta plantada de eucalipto e pínus.

Ao menos ainda bóia

Um grupo peritos da Marinha Francesa está a caminho do Brasil para realizar uma inspeção técnica no navio aeródromo A-12 São Paulo.O A-12 esta em reparos desde 2005 quando um vazamento nos dutos de vapor das catapultas, que deixou na ocasião três vitimas fatais. Desde então o navio não retornou a ativa plenamente, estando a maior parte do tempo atracado no estaleiro.O investimento feito de U$$ 25 Milhões feitos em 2000, foi uma comprovação do velho ditado que diz: "O barato sai caro", sendo considerado aqui o pior negócio militar fechado até então.A delegação técnica francesa irá fazer uma inspeção e avaliará se há possibilidade do A-12 retornar a ativa ou se terá alguma utilidade ainda.

domingo, 16 de maio de 2010

Governo dispença licitação no setor espacial

Enquanto o programa espacial brasileiro avança sob a tutela de licitações e pregões eletrônicos, o maior empreendimento da história do projeto orçado em US$ 450 milhões transformou-se em exceção.
A concorrência para construir o sítio para lançar do Brasil foguetes a serem produzidos na Ucrânia batizados de Cyclone 4 foi revogada, por decisão do Conselho de Defesa Nacional, órgão consultivo da Presidência da República. Agora, o grupo que tocará o conjunto de obras milionárias será escolhido por dispensa de licitação.
E a escolha do vencedor será feita por um seleto grupo de três brasileiros e três ucranianos. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) aponta indícios de descumprimento da Lei de Licitações.
A concorrência no1, da Alcântara Cyclone Space (ACS) empresa binacional, fruto de um tratado firmado entre Brasil e Ucrânia, em 2005 foi publicada no Diário Oficial da União, em 14 de agosto de 2009. No último dia 29 de abril, um aviso do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) revogou a licitação com a justificativa de que a obra envolve a segurança nacional.
Sediada em Brasília, a ACS é dirigida no Brasil pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral (PSB). O primeiro teste do Cyclone 4, um veículo lançador de satélites para fins pacíficos e uso comercial, está programado para 2011. O primeiro lançamento comercial está previsto para 2012.
A contratação, que ganhou caráter sigiloso em meio ao processo, visa a conceber o projeto executivo e a execução integrada das obras para construir a estrutura física do Sítio de Lançamento, montado dentro do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), numa área de 8.700 hectares, cedida à binacional pela Aeronáutica. A empreitada é dividida em três grandes construções: o complexo de lançamento, o complexo técnico e a estrutura de armazenamento de propelentes (combustíveis).
Um dos pré-qualificados deve ficar com a obra, diz AEB
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), apesar da revogação do processo, um entre os nove grupos pré-qualificados na concorrência revogada poderá ficar com a obra. São eles: os consórcios Cyclone-Space (Serveng, Schahin, S.A. Paulista), EncalsoConvap-Hap, Nova Alcântara (CR, Almeida, Cesbe), OASConstran, Odebrecht-Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão-CariocaVital, além das empresas CCPS Engenharia e Comércio, Camargo Corrêa e EMSA.
O Conselho de Defesa Nacional revogou a licitação alegando o interesse público e a proteção da segurança nacional. No entanto, no mesmo Centro de Lançamento, em Alcântara, todas as outras obras estratégicas do programa espacial brasileiro seguem à risca os processos licitatórios, enfrentando, inclusive, atrasos motivados por prolongadas disputas judiciais.
O caso mais emblemático é a concorrência para construir a Torre Móvel de Integração (TMI) plataforma do Veículo Lançador de Satélites (VLS), foguete em desenvolvimento pelo Brasil. A obra está orçada em R$ 43 milhões. O contrato foi submetido à rigorosa análise do Tribunal de Contas da União, antes do começo da execução, em 2009. A TMI deve ser inaugurada em outubro.

sábado, 15 de maio de 2010

Cooperação Brasil-Russia

Por ocasião da visita de comitiva do governo brasileiro, liderada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje (14) à Rússia, foram assinados alguns atos diplomáticos, inclusive um denominado “Plano de Ação da Parceria Estratégica entre a República Federativa do Brasil e a Federação da Rússia”, que trata, dentre outros temas, de cooperação espacial. Reproduzimos abaixo o trecho sobre espaço:
“III – Cooperação na Área Espacial
As Partes registram o progresso alcançado no desenvolvimento da cooperação bilateral no setor espacial e reiteram a importância que atribuem à contribuição das tecnologias espaciais nas várias esferas econômicas dos dois países, bem como para fins de estudo dos fenômenos climáticos, da mudança do clima, da prevenção de catástrofes naturais e da preservação do meio ambiente.
Nesse contexto, as Partes reiteram a determinação de fortalecer a cooperação tecnológica e de lançar novos projetos de cooperação que permitam estreitar os laços entre as comunidades espaciais de ambos os países com vistas à produção conjunta de tecnologias.
As Partes destacam a relevância dos trabalhos conjuntos em andamento, relacionadas à modernização e aprimoramento do Veículo Lançador de Satélites VLS-1 e ao estudo do anteprojeto do VLS-1B com motor a combustível líquido no terceiro estágio, de elaboração russa. Nesse quadro, as duas Partes empenhar-se-ão em dar continuidade ao programa de treinamento de técnicos da área de engenharia aeroespacial, com ênfase em tecnologias de motores a combustível líquido.
As Partes reafirmam o propósito de continuar a cooperação no desenvolvimento de um satélite de telecomunicações brasileiro.
Com base no Programa de Cooperação no Campo da Utilização e Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegação Global por Satélite, firmado entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Federal Espacial (Roskosmos), em 26 de novembro de 2008, as Partes estimularão suas respectivas agências governamentais, institutos de pesquisa e indústrias privadas com vistas a lograr a mais ampla participação do Brasil no uso e desenvolvimento do sistema russo GLONASS de navegação por satélite.
As Partes saúdam a decisão da Agência Federal Espacial (Roskosmos) de enviar representante ao Brasil e consideram tal medida um marco no âmbito do estreitamento da cooperação na área espacial.”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

15 de maio dia do armamentista

A prontidão do Armamento aliada à aptidão profissional de quem o maneja retrata o poder de uma Força Naval. A capacidade de dissuasão e de resposta eficaz assegura a manutenção da soberania nacional. Nesse contexto, explica-se a necessidade constante de modernização dos equipamentos bélicos e, conseqüente, aprimoramento de seus operadores, com o propósito de garantir que estejam sempre em condições de pronto emprego.
Ao longo dos anos, a Marinha do Brasil vem buscando a modernização de seus navios e os novos sistemas de armas vêm sendo concebidos, impondo um constante desafio àqueles que labutam nas lides do armamento naval. Reconhecendo a importância desse profissional, a Marinha homenageia todos os armamentistas, que “conservam, testam, alinham, apontam, carregam e disparam projetis, foguetes, bombas, granadas, mísseis e torpedos existentes em nossos navios, aeronaves ou submarinos”.

Marinha do Brasil participa da operação UNITAS 2010

No dia 13 de maio de 2010, foi realizada, na cidade de Mar del Plata (Argentina), a cerimônia de abertura da 51ª edição da Operação “UNITAS 2010”. Na ocasião, foram apresentados o cronograma de eventos e os representantes das Marinhas que participarão dos exercícios programados. O evento, marcado pela interação amistosa entre os países participantes, contou com a presença do Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, C Alte Edlander Santos (Brasil); C Alte Edgando Anibal Garcia (Argentina); dos Comandantes dos Grupos-Tarefa (GT) CMG Brian Nickson (Estados Unidos) e CMG Jose Barradas Cobos (México).
Após a cerimônia de abertura, foi realizada uma coletiva de imprensa e o C Alte Edlander destacou a importância que a “UNITAS” ganhou ao longo do anos.
A Operação será realizada, no litoral argentino, no período de 13 a 27 maio, envolvendo mais de 3.000 militares, dos quais 320 são brasileiros. A “UNITAS” é uma das mais antigas operações multinacionais do mundo e tem como propósito incrementar a interoperabilidade entre as Marinhas, contribuir para a manutenção das boas relações diplomáticas existentes e estreitar os laços de confiança mútua entre os países, constituindo assim um dos marcos da solidariedade hemisférica do continente. Este ano, participam navios, submarinos e aeronaves da Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.
A Marinha do Brasil participa da “UNITAS” com um GT composto pela Fragata “Constituição” (F 42), Submarino “Tikuna” (S 34) e um helicóptero AH-11 “Super Lynx”, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Ataque, para apoiar operações de salvamento de vidas no mar, vigilância e ataque.

Jobim diz que tecnologia afasta russos da concorrencia de caças

A parceria militar entre Brasil e Rússia tem dificuldades de avançar porque o governo russo não aceita transferir tecnologia, disse na sexta-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Ele integra a comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que viajou à Rússia. Durante a visita, foi assinado um plano de ação para a agenda bilateral que prevê maior cooperação entre os dois países no setor. Segundo Jobim, no entanto, não há o fechamento de novos negócios.
“Eles não transferem tecnologia”, disse Jobim a jornalistas.
A Rússia entrou na concorrência promovida pelo governo brasileiro para a compra de novos caças para a Aeronáutica, mas não passou para a fase final da licitação.
“A desclassificação deles do FX2 foi por causa disso (falta de transferência de tecnologia)”, comentou o ministro da Defesa, sem citar um prazo para o anúncio da escolha pelo governo.
Além do Rafale, da Dassault, também estão na disputa para fornecer 36 caças à Força Aérea Brasileira a norte-americana Boeing, com o F-18 Super Hornet, e a sueca Saab, com o Gripen.

Marinha realiza exercicio naval na Amazonia

Os Navios-Patrulha Fluvial (NPaFlu) “Pedro Teixeira” (P20), “Raposo Tavares” (P21) e “Roraima” (P30) e o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Carlos Chagas” (U19) suspenderam de Manaus, no dia 10 de maio de 2010, navegando pelo Rio Negro, para participar da Operação “Negro-I”, na região de Velho Airão (AM).
Dois helicópteros “Esquilo” do 3° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, Fuzileiros Navais do Batalhão de Operações Ribeirinhas, Lanchas de Ação Rápida (LAR) e Embarcações de Transporte de Tropas (ETT) também participam do exercício, que tem por propósito elevar o nível de adestramento dos militares e dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais envolvidos.
O Comandante da Flotilha do Amazonas e Comandante do Grupo-Tarefa, CMG Joaquim Henrique Rocha, embarcado no NPaFlu “Raposo Tavares”, destaca a importância do exercício para se manter uma Força pronta, aprestada para executar Operações Ribeirinhas, efetuar Patrulha Fluvial e Inspeção Naval nos Rios Amazonas, Negro, Solimões e seus afluentes e prover Assistência Hospitalar às populações ribeirinhas da Bacia Amazônica.
“Serão realizados exercícios de tiro, manobras táticas, operações aéreas, navegação em águas restritas, controle de LAR, dentre outros adestramentos, além de Ações de Assistência Hospitalar (ASSHOP) nas comunidades vizinhas à raia de tiro, nas proximidades das ruínas de Velho Airão. Todas essas atividades têm por propósito incrementar o preparo da Flotilha no cumprimento de sua missão”, complementa o Comandante da Flotilha do Amazonas.

EMBRAER revela mudanças noprojeto KC-390

O primeiro voo do KC-390 da Embraer deve ocorrer em 2014. (Foto: Embraer)
Um novo documento divulgado hoje, dia 13 de maio, mostra o cronograma geral da Embraer para o programa da aeronave de transporte militar e de reabastecimento aéreo KC-390, revelando mudanças comparado com as versões anteriores do projeto.
Cronograma datado de março de 2010 que mostra como será o andamento do projeto do KC-390 da Embraer.
O cronograma, datado de março de 2010, revela um programa acelerado próximo ao final da fase preliminar de projeto na metade do ano, com a capacidade operacional inicial (IOC) prometida para cinco anos depois.
A fase de projeto preliminar serp seguida por uma fase de definição inicila de um ano de duração, durante a qual os testes de túnel de vento serão completos. Cálculos de cargas e estrutural também serão iniciados nessa fase.
Uma fase de um ano, de definição conjunta está programada para ser iniciado na metade de 2011, com uma revisão preliminar de projeto definida para o início de 2012. Com a cadeia de fornecedores estabelecida na metade de 2011, a Embraer começará o desenvolvimento do ferramental no início dessa fase, onde começará a divulgar os desenhos técnicos para a engenharia.
A partir da metade de 2012, o projeto do KC-390 entrará numa fase de detalhamento e certificação do projeto, com uma duração de quatro anos. A fase de revisão crítica está prevista para o início de 2013, permitindo a Embraer definir a configuração final. O primeiro protótipo está previsto para ser entregue no final de 2014, com um segundo protótipo devendo ser entregue na sequência.
O projeto do KC-390 oficialmente foi lançado em abril de 2007. Dois anos depois, a Força Aérea Brasileira assinou um contrato para lançar o programa, o qual substituirá as 30 aeronaves antigas Lockheed Martin C-130 Hercules atualmente em operação.
Até o momento, a Embraer desenvolveu um mock-up do compartimento de carga do KC-390 para verificações do espaço volumétrico, conforme informa a Embraer.
A aeronave está sendo projetada para transportar 19 toneladas de carga em distâncias de até 2.685km (1.450nm).
Um desenho em três-vistas da aeronave foi incluída na apresentação mostrando como a configuração evoluiu. Um visão anterior em três-vistas distribuída num evento aeronáutico mostra uma aeronave levemente menor. A envergadura aumentou no novo desenho de pouco mais de 33,9m para cerca de 35m e o comprimento aumentou de 33,4m para 33,9m. A altura no alto da cauda em T foi diminuída de 11,4m para 10,7m.
O projeto KC-390 da Embraer prevê a substituição das aeronaves C-130 Hercules atualmente no mercado, que pode chegar a cerca de 700 aeronaves, avaliadas em aproximadamente US$50 bilhões. Ao mesmo tempo, a aeronave intruduz um novo desafio de projeto para Embraer, incluindo uma rampa traseira de acesso para carga, certificação de transporte militar e capacidade de reabastecimento em voo.
A apresentação da Embraer descreve o programa como “dentro do cronograma, se preparando para desenvolver uma versão em escala real e em fase de seleção dos principais fornecedores”.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Capitães do exercito são mortos em frente a uma boate em MG

Os capitães do Exército Brasileiro Eleonardo Sabadini Santos, 29 anos, e Daniel Azevedo Borges Lima, 32 anos, foram assassinados a tiros na madrugada desta quinta-feira em frente a uma boate do bairro Aeroporto, em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, os militares haviam acabado de sair da boate quando um homem passou atirando. Eles morreram na hora.
A polícia apura se as vítimas teriam discutido com o suspeito pouco antes do crime, ainda dentro do estabelecimento, segundo relato de testemunhas. Até o início da manhã, ninguém havia sido preso.

Sateleti revela como sera a ação do exercito sobre a divisa de MT -PA

Se forem mantidos os princípios que nortearão a linha de ação do Exército na produção de provas periciais para o Supremo Tribunal Federal, sobre a real divisa entre Mato Grosso e Pará, o deputado Pedro Satélite (PPS) conhece o modelo há pelo menos quatro anos. Ainda em julho de 2006, ao saber que o parlamentar iria pedir juntamente com a Procuradoria Geral de Mato Grosso para que o STF nomeasse o Serviço Geográfico do Exército, seu então diretor – o general Paiva de Sá, lhe disse como seria o trabalho. “O grande estudo a ser feito envolve o Salto das 7 Quedas, ponto de partida da linha seca que delimita a fronteira entre os dois estados. Mas não vamos demarcar; apenas apresentar estudo técnico apontando as delimitações”, disse o militar na ocasião. Naquele mesmo ano, Paiva de Sá estava conduzindo perícia idêntica nas fronteiras entre Piauí, Tocantins, Goiás, Bahia e Maranhão. Ele também atuou na demarcação da tríplice divisa entre Mato Grosso e Goiás – causa ganha por Mato Grosso.

Embraer pode fornecer caças a Indonesia

O Super Tucano da Embraer pode substituir o velho OV-10 Bronco, americano, na Força Aérea da Indonésia - são oito aviões, contrato estimado em cerca de US$ 100 milhões, consideradas as aeronaves, documentação técnica, treinamento, peças e componentes. O Super Tucano é o favorito em um processo que envolve outros dois modelos: a nova versão OV-10X, da Boeing, apresentada apenas em papel, e o Pilatus, suíço, que, por orientação do governo, não pode ser vendido na configuração armada para o uso de nações emergentes.
O ministro da Defesa indonésio, Purnomo Yusgiantoro, disse semana passada, ao apresentar o programa de reequipamento das forças armadas, que a aviação militar indonésia "quer comprar os aviões brasileiros". Yusgiantoro ressalvou que a decisão ainda depende de "uma análise final".
O governo local estuda também a oferta do KT-1, da Coreia do Sul, em inédito arranjo de combate. Esse avião, configurado para treinamento básico, já é empregado na academia de pilotos de Jacarta.
A Indonésia quer o Super Tucano para missões de patrulha armada e ataque leve na região das províncias do oeste, Papua principalmente. Ali, grupos tribais rebeldes estão recebendo equipamentos e instrução de guerrilha, provavelmente de ex-militantes radicais do movimento Fretilin, desarticulado depois da independência do Timor, em 2002.
Os turboélices da Embraer entrariam no lugar do OV-10, bimotor dos anos 60 usado em várias partes do mundo. A Indonésia recebeu 12 deles no início dos anos 70 - desse lote, apenas dois estão em condições de uso.
Briga. Nos EUA, não há vida fácil para o mesmo Super Tucano, envolvido em uma disputa pela encomenda de um avião de pequeno porte para reconhecimento e ataque leve da Força Aérea americana, a USAF, e eventualmente também para a Marinha. Nesse caso, o contrato envolverá frota estimada em 200 aviões, algo como US$ 2,2 bilhões.
A concorrência, segundo o departamento de Defesa, será aberta em 2011, com escolha prevista para o mesmo ano e entregas esperadas para 2012.
Há obstáculos no caminho do Super Tucano. Um deles, é o poderoso lobby da indústria aeroespacial americana, sempre pronto para evitar a compra de produtos fora do país. O outro voou no sobre o Kansas, em 5 de abril. Uma nova configuração do turboélice AT-6, da companhia Hawker Beechcraft, foi mostrada, e parece feita para ganhar o contrato. O avião incorporou motor de 1,6 mil hp e pode levar 1,8 tonelada de mísseis, bombas inteligentes, canhões, metralhadoras e foguetes livres. Sistemas eletrônicos contemplam sensores de coleta de informações de inteligência, identificação de alvos e guiagem de armas de precisão. Além do AT-6 de segunda geração, a seleção terá a participação do jato italiano M-346, da Alenia.
O Super Tucano é utilizado pelas forças de cinco países - Brasil, Colômbia, Chile, República Dominicana e Equador. Um dos 170 aviões já vendidos é operado pela empresa Blackwater, prestadora de serviços militares terceirizados.
Para Entender
O Emb-314 Super Tucano foi desenvolvido para realizar tarefas pesadas, ataque a alvos em meio a selva, patrulha armada de até sete horas de duração e treinamento de pilotos de combate. É um projeto engenhoso: incorpora tecnologia digital a bordo, por meio de um painel eletrônico de telas múltiplas, tudo igual ao de um caça de alto desempenho - tudo isso a baixo preço, cerca de US$ 9 milhões cada, pronto para entrar em ação. O Emb-314 leva até 1,5 tonelada de bombas, mísseis e foguetes, mais duas metralhadoras de 12,7mm ou .50. Voa a 560 km/hora. A Força Aérea Brasileira dispõe de 99 unidades.